OO colesterol total é formado pelo LDL-colesterol, mais conhecido como colesterol ruim; pelo HDL-colesterol, que é o colesterol bom, e pelos triglicérides. O LDL-colesterol, quando alto no sangue, se acumula nas paredes das artérias principalmente do coração, do pescoço e das pernas, e forma uma obstrução conhecida como placa aterosclerótica. Esta placa aterosclerótica quando agredida, é responsável pela angina, infarto ou derrame.
O diagnóstico das dislipidemias raramente é feito pela presença de sinais clínicos que podem ser os xantomas (“bolinhas” de gordura na região dos olhos) ou os xantelasmas (“bolinhas” de gordura na região de dobras). Geralmente o diagnóstico é feito por exame de sangue colhido em qualquer laboratório de análises clínicas que pode ser realizado em jejum ou não. A dosagem do colesterol é recomendada a partir dos 10 anos de idade, e ainda mais cedo para os filhos de homens que apresentaram doença cardiovascular antes dos 55 anos e mulheres antes dos 65 anos.
O nível ideal de LDL-colesterol ideal varia para cada pessoa de acordo com a presença de fatores de risco. Seu médico utilizada uma tabela conhecida como escore de risco de global para calcular a chance de infarto em 10 anos e o nível de LDL-colesterol que deve ser atingido para evitar que ele aconteça.
O tratamento para diminuir os níveis de colesterol é iniciado com dieta e atividade física, medidas recomendadas também na prevenção às dislipidemias. Por orientação médica alguns medicamentos podem ser usados para diminuir os níveis de LDL-colesterol e triglicérides e aumentar HDL-colesterol.
A dieta para diminuição do colesterol é baseada na redução da quantidade de alimentos gordurosos ingeridos, principalmente os de origem animal. Os principais são leite integral e derivados, carnes gordas, frutos do mar (camarão, lagosta, polvo, entre outros), gema de ovo e miúdos. O controle dos triglicérides é feito pela redução do consumo de carboidratos como por exemplo pães, massas e bolos, bem como de açúcar e bebidas alcoólicas.
A prática de atividade física regular é importante não só para o controle do colesterol, mas também de outros fatores de risco como a hipertensão arterial e o diabetes. O exercício, quando realizado com frequência, diminui as taxas de colesterol e triglicérides e aumenta as de HDL-colesterol, o colesterol bom.
Quando necessário, algumas medicações podem ser usadas para o controle das dislipidemias. As principais são as estatinas, que agem na produção de colesterol no fígado. Outros medicamentos como a ezetimiba e a colestiramina diminuem a absorção de colesterol no intestino. Os fibratos e o ácido nicotínico são usados principalmente para diminuir triglicérides e aumentar HDL-colesterol. E hoje temos medicações injetáveis e muito eficientes conhecidas como inibidores de PCSK9 e o inclui sirana.
O momento de iniciar o tratamento com medicações deve ser muito bem avaliado pelo médico visto que deve ser usado a longo prazo, em geral para o resto da vida ou quando seu médico julgar necessário interromper. A medicação não deve ser descontinuada caso os níveis de colesterol estejam nos limites considerados normais, pois só estão nestes níveis porque a medicação está sendo usada com regularidade e caso seja interrompida o colesterol subirá novamente. Qualquer suspeita de efeito colateral das medicações deve ser comunicada ao seu médico que tomará as medidas necessárias.
Nossos médicos cardiologistas são especialistas no estudo do colesterol e podem te ajudar com mais essa medida de cuidado da sua saúde.